25/07/2012

Pão da Vida


Era época da páscoa, época em que o sentimento de libertação do jugo romano era mais fervente, pois os judeus celebravam a miraculosa libertação da escravidão pelos egípcios e ansiavam que Deus lhes enviasse o seu libertador e acontecesse um novo êxodo. A expectativa era que se cumprissem as palavras de Moisés em Deuteronômio 18:15: “O Senhor, teu Deus , te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim, a ele ouvirás”.
Para João o milagre da multiplicação dos pães era um sinal de que Jesus era o Messias. Ele deixa marcados dois detalhes deste milagre, descritos nos versos 4 e 5, 9: primeiro, era difícil encontrar pão comum na páscoa, já que os judeus jogavam todo o fermento fora nesta época.  Isto engrandece ainda mais o milagre já que nem que tivessem dinheiro para comprar pão eles teriam como fazê-lo. E esta provisão de pão no deserto na época da páscoa, certamente os lembraria do Maná no deserto.
O Segundo detalhe (vs 9) é que Jesus multiplicou pães de cevada, o que relembraria a eles do milagre da multiplicação dos pães de cevada para 100 homens, operado através das mãos de Deus, você poder conferir isto depois em 2 Reis 4:42-44. Esse cenário, juntamente com os outros milagre de Jesus, a sua vinda santa, o identificaria como “O Profeta” Libertador de que falou Moisés.
As multidões num primeiro momento, reconheceram em Jesus o cumprimento desta profecia, pois após estarem saciadas com o pão, declararam “Este é verdadeiramente o profeta que deveria vir ao mundo” (vs 14).
                Jesus gostaria que eles entendessem o significado mais espiritual e  profundo da páscoa: A libertação do pecado, através do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Todavia, eles não haviam retirado o fermento dos fariseus fora, o fermento da justificação própria através de obras ou rituais. Agarraram-se ao físico e palpável  e perderam de vista o que era sobrenatural. Apegaram-se ao temporário e perderam o que é Eterno. Jim Elliot - Missionário Americano que abandonou a sua terra natal para pregar para os índios do Equador disse que ‎"Não é tolo aquele que abre mão do que não pode reter para ganhar o que não pode perder." Ele resolveu abrir mão de donuts das padarias americanas, para se satisfazer com o pão da vida.
                No dia seguinte a multidão seguiu a Jesus, afinal eles queria pão, pão fácil, pão material. Solução de problemas de curto prazo e não o que era espiritual. Jesus disse isto a eles (vs 26), então os aconselhou nos termos descritos no verso 27: “Trabalhai não pela comida que perece, mas pela que subsite para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.” Era como se Jesus estivesse dizendo a nós hoje: “Vocês estão trabalhando para satisfazer os desejos impostos a vocês por esta sociedade consumista, que os leva a trabalhar para aquilo que não satisfaz. Quanto mais se tem mais se quer, quanto mais se trabalha, mais se deve! Vocês devem buscar aquilo que satisfaz a alma. E eu darei isto de graça para vocês!”
                Não satisfeitos com a resposta de Jesus, eles perguntaram que sinal ou milagre ele faria para que a partir de então cressem nEle. Não era justo pedirem um sinal quando ontem viram um milagre, não era justo o pedido do tipo “ver para crer” quando ontem eles mesmo declararam que criam: “Este é o Profeta”. Quantos de nós não fazemos as mesmas coisas com Deus, quantos não levantamos os mesmos questionamentos. Quando ele não chama para nos alimentarmos daquilo que é espiritual e nos chama uma mudança de vida, quantos não pedimos, só para nos desculparmos, um sinal. Um sinal para tentar fugir daquilo que sabemos ser nosso dever. E que já foi revelado na Escritura. A estes pedidos de sinal para confirmar Jesus não fez no passado e nem tampouco tem feito agora.
                Começaram a desdenhar do milagre de Jesus afirmando que multiplicar pães para 5.000 não era suficiente, já que para eles Moisés havia multiplicado pão para a nação inteira no deserto. Eles estavam falando Moisés deu pão do Céu aos nossos ancestrais todo dia, seguiremos você se você fizer a mesma coisa. Só serei cristão quando tudo vai bem para o meu lado, quando os amigos estão perto de mim, quando nada me falta, quando não tenho dificuldades... Assim posso ser cristão. Na verdade, os ancestrais deles não seguiram o que Moisés os ensinou e mesmo que Jesus fizesse o mesmo, eles também não seguiriam. Aí começou o evangelho da prosperidade, enquanto temos pão e peixe, e vemos milagres nós vamos a igreja, e quando não tem não vamos.
                Jesus não fez nenhum milagre a eles, a não ser o milagre da paciência e da misericórdia a ainda os chamar para uma nova vida. Jesus afirmou, não foi Moisés, não foi o pastor que vos deu aquele pão, foi o meu Pai. E agora ele me enviou para descer do Céu para que vocês se alimentem de mim. Então Jesus declarou (o que está escrito no verso 35) Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome, e o que crê em mim jamais terá sede.
                É em mim que vocês saciarão sua fome de aceitação, sua fome de justiça, sua necessidade de amor incondicional. É comigo que você irá preencher aquilo que falta, o vazio da sua alma. Venha a mim. “E sou um pão diferente”, disse Jesus, não sou um pão que supre apenas o vazio do estômago por algumas horas. Eu sou o pão que satisfaz para sempre. Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância. Quem comer este pão viverá eternamente.

Provai e Vede: Comunhão com Deus

12/07/2012

Pais de Esperança


Já estamos a começamos a construir um dos eventos mais lindos da igreja que é o Batismo da Primavera.
Cada Clube de Desbravadores, Aventureiros e Jovens deve se organizar para começar as classes bíblicas para o Batismo da Primavera. Os estudos bíblicos para estas classes você poderá solicitar ao diretor do ministério pessoal de sua igreja, ao pastor ou na ARJ.
Este ano queremos trazer um brilho ainda maior para esta festa do mês de Setembro, trata-se do projeto Pais de Esperança. É um Projeto simples, mas com um resultado extraordinário. Em resumo, o Pai ajuda os instrutores da Classe Bíblica a prepararem o seu filho para o Batismo da Primavera. Esta ajuda inclui: levar o filho na classe, acompanhá-lo no estudo da lição em casa, motivá-lo nesta busca do conhecimento bíblico.
O dia do batismo é o momento áureo do projeto, quando o Pai (ou mãe) entra no tanque com o filho e o dedica a Deus através de uma breve oração. O Pastor realiza o batismo e o pai é condecorado pelo filho com um lindo "PIN", como um "Pai de Esperança".